quinta-feira, 18 de junho de 2009

EXPOSIÇÃO MINIMAL SESSIONS - FOTÓGRAFO MAURÍCIO PORÃO


Maurício Porão transporta suas imagens para uma dimensão soft.
A nudez de seus modelos não agride. Parece estar envolta num "tesão fino". Seu foco revela nuances de grande ousadia, sem cair na mesmice ou vulgaridade. Seu jogo de luz brinca com o esconde-revela. Foi assim que vislumbrei o seu trabalho e me tornei fã!

Data: A exposição vai até o fim de agosto.

Local: Plano B da Lapa,

Endereço: Rua Francisco Muratori, 2A

Horário: 13h às 20:00h

Lapa – Rio de Janeiro – RJ

Arraiá do FUBA


Vai ser bão demais, sô!

Mano Décio, mete o dedo na viola!


Nascido a 14 de julho de 1909, foi registrado com o nome de Décio Antônio Carlos. Baiano de Santo Amaro da Purificação, ainda criança veio com seu pai, o pedreiro Hermógenes Antônio Máximo, para o Rio de Janeiro.
O samba passa a fazer parte da sua trajetória ainda na infância quando morador do Morro da Mangueira frequentou as rodas de samba no Buraco Quente.
Mas seria no Morro da Serrinha que se tornaria estrela de primeira grandeza do mundo do samba. Na Prazer da Serrinha conheceu Silas de Oliveira. Tornariam pioneiros na composição de sambas - enredo para desfiles de escolas de samba no carnaval. "Conferência de São Francisco" (c/ Silas de Oliveira) foi um dos primeiros a tratar de tema histórico e com a qual a Prazer da Serrinha desfilou naquele ano.
Em 1947 é fundada o Grêmio Recreativo e Escola de Samba Império Serrano pelas mãos de Mano Décio, Mestre Fuleiro, Silas de Oliveira, Comprido, Antenor, Molequinho, Zé Luiz, Cachopa, Fumaça, Manula, Mano Elói, Aniceto, Daniel Perna e João Gradim, entre outros. Grande campeã de 1948 até 1956, dividiu a hegemonia do samba carioca com Mangueira, Portela e Salgueiro.
Com Silas de Oliveira, parceiro constante compôs sambas-enredos que figuram na lista dos melhores de todos os tempos: em 1956, Caçador de Esmeraldas; em 1969, Heróis da Liberdade (também com Manoel Ferreira).
Vale salientar que este tipo de samba foi denominado de Exaltação por sua característica patriótica-ufanista. Criação do Estado Novo, esses sambas eram em geral, feitos sob inspiração do órgão de Propaganda do governo para exaltar as virtudes da terra e do povo brasileiro.
Mano Décio da Viola faleceu no dia 18 de outubro de 1984 em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Nos deixou um legado de lindas canções e um herdeiro dessa nobreza: Jorginho do Império.
fontes: Dicionário Música Popular Brasileira Ricardo Cravo Albin.

Espantando o frio na sexta-feira!!!!




Salve, salve!


Largo de S. Fco. vai ficar pequenooooooo!!!




Fabulosa roda de samba com participação especial vinda direto direto de Vigário Geral: a garotada do AfroSamba, uma das vozes liberadas através do trabalho cultural/social do AfroReggae.


Portanto, cabrochas e bambas de plantão vamos pra lá sacudir as carnes!!!




Chato, né?


Uma coisa que adoro fazer é observar as pessoas e como elas reagem a determinadas situações simples do nosso cotidiano. Por exemplo: estar numa enorme fila de banco causa uma insatisfação tremenda. Disso não temos dúvidas! Afinal quem nunca vivenciou uma situação dessas?
Algumas pessoas se apresentam declaradamente chateadas, mas não produzem sons. Outras, além de chateadas produzem sons perturbadores, piorando ainda mais o drama da espera. E é aí que fixo a minha atenção nos outros. Exatamente em suas reações. Os seres humanos são incríveis neste sentido: alguns coçam a cabeça, como que dizendo: não vou suportar muito! Outros viram os olhos, sinalizando um provável: saco! Há ainda os sinceros que expressam mesmo toda a insatisfação com um peculiar: que merda!
Numa dessas minhas visitas às rodas de samba, pude observar uma cena muito interessante. Um casal conversava. Na verdade o cara estava num monólogo e a mina fazia uma cara de nojo. Era visível que ele não estava agradando. Menos pra ele... O cara com gestos exagerados demonstrava uma animação ímpar. E a cada abertura de boca ela virava o rosto na direção inversa, abaixava a cabeça, passava as mãos no rosto. Parecia sofrer com a situação. E ele? Ah, pura alegria! Que situação era aquela?
Fiquei imaginando se ele não teria um bafo horrível, tipo de dragão? Sabe aquela típica “boquinha de cocô”? Ri por alguns instantes e fui sendo arrebatada pela batida forte do pandeiro. Acabei esquecendo a situação. Porém, na fila do banheiro ouvi a história que ilustraria a cena. Quem narrava era a própria vítima, pelo menos assim a intitulei. Realmente o cara tinha um bafo horrível! E distribuía sem reservas muitos perdigotos. Ela confidenciava para amiga, que nessa altura soltava risinhos e um “chato, né?”. A pobre esperou duas rodas de samba para chegar junto do bofe e ficou muito desapontada.
A ida ao banheiro é sempre conflitante, mas mesmo assim é um prato cheio para quem gosta de historinhas. A demora para que a fila ande é sempre artordoante (parece que há uma combinação para que todas ocupem o mesmo espaço, ao mesmo instante). A insatisfação do mulherio é gritante. Nesta situação num instante esqueci-me da pobre morena, porque outra coisa que ninguém merece é fila de banheiro de boteco com várias pererecas chorosas, aí meus amigos até eu viro os olhos e solto um sonoro MERDA! Deixo de lado o meu lado voyeur e me incluo no coro das bexigas explosivas: quero fazer xixi!

sábado, 6 de junho de 2009

A volta da Cabrocha


Nossa! Há quanto tempo... Muitas coisas aconteceram na minha vida, no cotidiano da maravilhosa cidade, no Brasil e no mundo... Parafraseando o Poeta Cazuza:


"O tempo não pára

Não pára, não, não pára..."


E aí, preocupada com o tempo, se foi perdido ou não, peço desculpas pela ausência.

Todavia, o tempo dado foi positivo. Andei batendo perna, batendo tamanco, batendo papo...

Tenho certeza que o nosso sentimento não enfraqueceu, porque admiração de Cabrocha segue o dito que é papo reto, forte e encantado.

Esse assunto embalado pelo tempo me lembrou o Partido do Tempo (Wilson das Neves):


Eu perguntei ao tempo

Quanto tempo eu tenho

Pra passar o tempo

O tempo me respondeu

Deixo o tempo passar

Você tem muito tempo

Das Neves, você tem muito tempo

Quem pensa no tempo também perde tempo,

Das Neves, você tem muito tempo,

Pois é dá um tempo,

Que o tempo é pra já. (2x)


Quem diz todo o tempo

Que o tempo é dinheiro

Não tem passa-tempo

Nenhum tempo afora

Pra se ter bom tempo

Tem que ter tempero

Não põe contra-tempo

Que o tempo piora

O tempo procura

Não ter tempo quente

Pra fechar o tempo

Hoje o tempo demora

Os tempos mudaram,

Pois já foi-se o tempo

Da temperatura dos tempos de outrora

Ninguém ganha tempo

Que o tempo é momento

Do temperamento do tempo de agora

O tempo só quer

Que se dê tempo ao tempo

Que tudo do tempo chega a tempo e hora


Das Neves, você tem muito tempo

Quem pensa no tempo também perde tempo,

Das Neves, você tem muito tempo

Pois é dá um tempo,

Que o tempo é pra já.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Safena



Sabe o que é um coração

amar ao máximo de seu sangue?

Bater até o auge de seu baticum?

Não, você não sabe de jeito nenhum.

Agora chega.

Reforma no meu peito!

Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas

aproximem-se!

Rolos, rolas, tinta, tijolo

comecem a obra!

Por favor, mestre de HorasTempo, meu fiel carpinteiro

comece você primeiro passando verniz nos móvei

se vamos tudo de novo do novo começo.

Iansã, Oxum, Afrodite, Vênus e Nossa Senhora

apertem os cintos

Adeus ao sinto muito do meu jeito

Pitos ventres pernas

aticem as velas

que lá vou de novo na solteirice

exposta ao mar da mulatice

à honra das novas uniões

Vassouras, rodos, águas, flanelas e cercas

Protejam as beiras

lustrem as superfícies

aspirem os tapetes

Vai começar o banquete

de amar de novo

Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões

Façam todos suas inscrições.

Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate

O homem que hoje me amar

Encontrará outro lá dentro.

Pois que o mate.
(Elisa Lucinda)