Sem sair do salto

Bem vindos ao universo feminino daquelas que perfumam e enchem de sensualidade as rodas de samba do Rio de Janeiro.

Essa cabrocha

Quem não acredita
Vem ver
Uma cabrocha sambar
Mexendo com as cadeiras
E seu feitiço no olhar
Toda risonha e faceira
No meio da batucada
Se desmanchando
E deixando a turma abafada
Essa cabrocha
Quando entra para o samba
Não acredita em bamba
Nem tampouco no azar
Essa cabrocha
É alegria do morro
Quem vai lá fica espantado
E quer a cabrocha roubar
Vou me pirar!Lá na cidade
Já mandaram uma proposta
Convidando a cabrocha
Pra num rádio ir cantar
Abandonar o morro
Ela tem pena
Pois lá não existe antena
A luz que tem lá é o luar(em meu olhar)

NOBREZA DO SAMBA

NOBREZA DO SAMBA
Clementina de Jesus - Rainha Kelé

sábado, 12 de dezembro de 2009

Feijoada no Quilombo Sacopã - Feliz Aniversário Luis!!!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

FOLIA CARIOCA - 10 de dezembro



GRITO DE CARNAVAL
da Associação FOLIA CARIOCA (Associação dos Blocos e Bandas do Rio de Janeiro) A festa de lançamento da Associação Folia Carioca terá roda de samba com o grupo Nó Molhado, Toninho Geraes e convidados.
A programação inclui baile de carnaval animado pelo maestro Quintanilha, do Cordão da Bola Preta, tocando marchinhas, sambas e frevos. Festa da Folia Carioca
Quinta 10 de dezembro de 2009 - 21 horas Cabaret Kalesa
Rua Sacadura Cabral, 61 – Praça Mauá – 21h Ingressos: R$ 5 antecipados (pelo email blocosfoliacarioca@gmail.com) ou R$ 10 no local

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sambando macio



Oi, Zé quando vier da lagoa
Toma cuidado com o balanço da canoa
Oi, Zé faça o que quiser
Só não maltrate o coração desta mulher
Oi, Zé faça o que quiser
Só não maltrate o coração desta mulher
Oi, Zé quando vier da lagoa
Toma cuidado com o balanço da canoa
Oi, Zé faça o que quiser
Só não maltrate o coração desta mulher
Oi, Zé faça o que quiser
Só não maltrate o coração desta mulher

Cheiro bom no ar



A cozinha é um divã! Sim é verdade!!! É nela que afogo as minhas mágoas, soluciono os meus problemas e encontro o prazer de viver.

É na quentura da panela que o meu coração se enche de alegria e é no ajuste dos temperos que o meu paladar transforma o amargo, o azedume, em doces melodias, lembranças felizes.

Já disse que a cozinha é lugar de bruxaria... É ALQUIMIA PURA!

Numa dessas incursões a ela descobri que sei fazer batidas, tá?

Bem, vou deixar a receita do Quentão. Eu fiz e a galera ADOROU!!!


QUENTÃO


Ingredientes:1 garrafa de cachaça (600 ml)

50 gramas de gengibre em pedacinhos

1 maçã cortada em pedacinhos

casca de 2 laranjas

casca de 1 limão

600 ml de água

1/2 kilo de açúcar

cravo da índia

canela em pau


Modo de Preparar:Em uma panela grande, colocar o açúcar, as cascas de laranja e limão, o gengibre, o cravo e a canela.

Quando o açúcar estiver derretido, colocar a cachaça e a água. Deixar cozinhar tudo por uns 20 minutos em fogo brando. Usar um filtro de papel para coar e em seguida acrescentar a maçã em pedacinhos. Mantenha quente ao servir.


fonte: Receita de João Krisch Junior

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dia Nacional do Samba - 02 de dezembro


Ao olhar para o passado me posiciono como uma expectadora de uma história que nos chega através da criatividade dos congo-angola. Povo do tronco linguístico bantu. Chegaram aqui no Brasil, muitos na condição de escravizados, derramaram sua criatividade para recriar sua cultura.

Dessa memória, de cultural oral, nos chega o semba. Semba que remonta tantos segredos nos seus passos. Tantas disputas, lamentos de dor e alegria de viver nos seus cânticos.

Semba que se tocava e dançava nos terreiros de terra batida das fazendas que produziam cana de açúcar ou café da Bahia. Semba dos bantus levados às minas nas terras das Gerais. Semba que na cidade do Rio de Janeiro era realizado nos fundos das cabeças de porco e que com a modernização da cidade subiu os morros com sua gente perseguida, discriminada e marginalizada.

Se ontem ele era o filho feio de um povo maltrapilho, barulhento, chegados ao calandu; hoje é enaltecido e amado. O samba seria então o resultado da miscigenação de um Brasil democrático racialmente (versão oficial).

Se na atualidade é possível curtir esse dia, não podemos e nem devemos esquecer daqueles que foram perseguidos por tocarem samba - lembram do caso do João da Baiana? -, dos terreiros de culto de matriz africana que eram invadidos e depredados. Local de espiritualidade e perpetuação da cultura negra, nos finais dos seus ritos promoviam as rodas de samba. De lá sairam os instrumentos formadores do samba, as pastoras, as cabrochas, os músicos e os compositores, Saravá! Mukuiu ( benção na nação Angola) ou Mutumbá (benção na nação Ketu) a todos!

Estamos aí, levando de uma forma ou de outra a nossa cultura. Sempre lutando por visibilidade dos que realmente tem talento e competência para entoá-lo e tocá-lo. Enaltecendo sempre as raízes, o tradicional e brigando para que a modernidade,ou, o capital não modifiquem tanto o que é nosso.

Tendo consciência do dinamismo da cultura, mas de olho nas deformações, viva o samba nosso de cada dia!!!!

Asé

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

BASTA DE VIOLÊNCIA!


25 DE NOVEMBRO DIA INTERNACIONAL DA NÃO VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


O 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.
Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher,que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948.


História
A eleição do dia 25 de novembro como data internacional da luta contra a violência à mulher foi um acordo entre as participantes no Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe que se realizou em Bogotá, em 1981, por solicitação da delegação da República Dominicana que propunha que se homenageasse as irmãs Mirabal: Minerva, Pátria e Maria Teresa. Elas são um exemplo vivo do tipo de mulher comprometida com as lutas de seu povo.
As três irmãs foram assassinadas pela violência do regime de Trujillo que durante trinta anos manteve o povo dominicano no atraso, na ignorância e no caos. Em 1960, o povo dominicano, descontente e farto da ditadura tão longa, todos os dias ia para as ruas contra as forças militares repressivas que davam sustento ao ditador.
As irmãs Mirabal nasceram na seção Ojo de Água, província de Salcedo, República Dominicana. As condições de vida no país e na zona onde viveram devido ao domínio estadunidense e o atraso das relações de produção determinaram sua sensibilidade diante dos graves problemas sociais. A participação ativa das irmãs Mirabal na luta contra Trujillo deu-lhes a fama de revolucionárias, motivo mais do que suficiente para que em certa ocasião Trujillo manifestasse ante um grupo de pessoas que seus únicos problemas eram as irmãs Mirabal e a Igreja.
O que aconteceu no dia 25 de novembro de 1960?
Minerva e Maria Teresa foram visitar seus esposos na prisão, em companhia de sua irmã Pátria. Foram interceptadas em um lugar solitário do caminho pelos agentes do Serviço Militar de Inteligência. Conduzidas a um canavial próximo, foram objeto das mais cruéis torturas, antes de ser vítimas do que foi considerado o crime mais horripilante da história dominicana. Cobertas de sangue, destroçadas a golpes, estranguladas, foram colocadas novamente no veículo em que viajavam e jogadas em um precipício, com a finalidade de simular um acidente. O assassinato das irmãs Mirabal produziu um grande sentimento de dor em todo o país. Porém, serviu para fortalecer o espírito patriótico de um povo desejoso de estabelecer um governo democrático que garantisse o respeito à dignidade humana.
A memória dessas valentes irmãs mártires que arriscaram suas vidas e as ofereceram efetivamente pela causa da mulher nos enche de esperança e nos dá força para continuar lutando por uma sociedade igualitária na qual mulheres e homens possamos viver em fraternidade humana.



* Publicado em Coyuntura 63 - Enviado por Carlos Morales Monzón, Diretor The Media Services.