Sem sair do salto

Bem vindos ao universo feminino daquelas que perfumam e enchem de sensualidade as rodas de samba do Rio de Janeiro.

Essa cabrocha

Quem não acredita
Vem ver
Uma cabrocha sambar
Mexendo com as cadeiras
E seu feitiço no olhar
Toda risonha e faceira
No meio da batucada
Se desmanchando
E deixando a turma abafada
Essa cabrocha
Quando entra para o samba
Não acredita em bamba
Nem tampouco no azar
Essa cabrocha
É alegria do morro
Quem vai lá fica espantado
E quer a cabrocha roubar
Vou me pirar!Lá na cidade
Já mandaram uma proposta
Convidando a cabrocha
Pra num rádio ir cantar
Abandonar o morro
Ela tem pena
Pois lá não existe antena
A luz que tem lá é o luar(em meu olhar)

NOBREZA DO SAMBA

NOBREZA DO SAMBA
Clementina de Jesus - Rainha Kelé

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Exposição MULHER NEGRA MULHER - SESC de Ramos (07/11/09 - sábado)


Ensaio fotográfico que visa traduzir na forma e na atitude de 100 mulheres, o que é ser Mulher Negra.
Trabalho de pura emoção e muita reflexão.

MULHER NEGRA MULHER - Como assim?????????


Ser mulher negra é ter que provar a todo instante competência até a exaustão. É não se ver na sua beleza natural. É viver na corda bamba, tendo em uma das mãos uma adaga e na outra um espelho. É estar na estatística social no último degrau da pirâmide. É estudar muito, trabalhar muito e ganhar nada ou quase nada.

É SER BONITA, mesmo quando dizem que não. É ser cheirosa. É ter a pele macia e brilhosa. É sonhar com penduricalhos, balangandãs, saltos e vestidos vistosos. É querer sempre o melhor para seus filhos, por isso assume até o papel de chefe da família.

Ser mulher negra requer habilidades. É TER JOGO DE CINTURA. É saber cair e com categoria levantar.´É não precisar de ninguém para explorar seu ziriguidum, seu teleco-teco, seu balaco-baco, porque somos muito mais que carnes com um furo no meio. É GARGALHAR POR DESPREZO PARA O DESESPERO!

É poder ser quantas você quiser, numa única mulher. É ser contemporânea, atrevida e parafraseando Martinho da Vila: solteira, feliz e por que não? Até meretriz. hahahahahahahahaha
Mesmo que não nos queiram ver. Mesmo que nos mostrem nas páginas da dor, quando perdemos os nossos filhos nessa limpeza étnica/social. Estamos na luta insana. Estamos sempre dispostas a dizer sim pra vida. Mesmo que ela nos machuque!!!

SER MULHER NEGRA É SER GUERREIRA!
SER MULHER NEGRA É SER CRIATIVA!

sábado, 29 de agosto de 2009





Vou saculejando por aí...

A Flor E O Espinho

Nelson Cavaquinho/Alcides Caminha/Guilherme de Brito

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh´alma à sua
O sol não pode viver perto lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A minha dor e os meus olhos rasos d´água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em teu amor

II EXPO da CULTURA AFRO - Dia 30/08


TERREIRO DE BREQUE - hoje, 29/08

Mais que uma opção para se ouvir sambas memoráveis, é sem dúvida um evento para se dançar, jogar bilhar e encontrar novas e velhas amizades.
O Terreiro de Breque é um grupo que se diferencia pela pesquisa de repertório e execução, cuja prioridade é o samba de terreiro, o samba-de-breque e o sincopado.
O grupo é formado por: Fernanda Magali (voz), Zeh Gustavo (voz), Renan Sardinha (violão), Fernando Palhaço (cavaquinho e voz) e André Batata (percussão).
Diversão garantida!!!
Onde:
Bilhar Guanabara
D. Pedro I, nº 7 - Praça Tiradentes Sábado - 29/08 - a partir de 21h - ENTRADA GRATUITA
Obs: O Bilhar ocupa o segundo andar do edifício em frente ao Teatro Carlos Gomes. Para acessá-lo, basta subir uma escadinha bem ao lado direito do Bar Thalia.

SAMBA DO CHAPÉU - hoje, dia 29/08




O "Samba do Chapéu" é um convite para celebrar as nossas principais raízes musicais e culturais. O samba, o jongo, o samba de roda, a capoeira e o forró se reúnem no encontro mensal (último sábado do mês) que acontece num belo casarão do século XIX, em Santa Teresa.O "Chapéu" é quem comanda a festa, determinando quem pode cantar na roda de samba, acolhendo os pedidos musicais, passando recados e colhendo o couvert artístico (que não é obrigatório nem tem valor fixo, mas é fundamental para a sobrevivência do evento).O samba começa às 15 hs e vai até às 22 hs.aberto, qualquer pessoa pode ver e participar
Capoeira, jongo e samba de roda rolam nos intervalos, e após o samba tem Forró no salão.
E vamo que vamo!!!
Onde:
Rua Almirante alexandrino, 501 - Santa Teresa






quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Programação de setembro: PROJETO QUASE SETE

QUASE SETE PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO TEATRO GONZAGUINHA
Dia 3, ATAULPHO ALVES JUNIOR Dia10, NILZE CARVALHO Dia17, NEI LOPES
Dia 24 - MOACYR LUZ

Ataulpho Alves Junior 3 de setembro, quinta-feira, 18h45/Entrada Franca
Filho do grande compositor da MPB, o cantor e compositor Ataulpho Alves Junior começou a cantar com a irmã Matilde, e um amigo de infância, Aluízio no Trio OS HERDEIROS DO SAMBA. Apresentou-se pela primeira vez em 1963, na tv Record SP no Programa Bossaudade apresentado por sua madrinha musical A divina Elizeth Cardoso. No dia 05 de agosto de 1965, seu pai passou o seu tradicional lenço branco para Ataulpho Alves Junior dizendo: toma o lenço meu filho, e vai defender o que é nosso de geração a geração.
Uma de sua canções mais conhecidas e que fará parte do show no dia 3 de setembro, quinta-feira, no Quase Sete, Teatro Gonzaguinha, na Praça XI é “ Os meninos da mangueira”
O show terá uma hora de duração.

Nilze Carvalho 10 de setembro, quinta-feira, 18h45 Entrada Franca
A instrumentista, dos 11 aos 14 anos, gravou a série de LPs Choro de Menina – Volumes 1, 2, 3 e 4 –, como bandolinista, e Chorinho de Ouro.
Apresentou-se e participou de gravações em diversos países, como Estados Unidos, Itália, França, Argentina, Japão, Suíça, Espanha, China e Austrália. Em 2005, Nilze foi indicada ao Prêmio Tim na categoria de melhor cantora de samba, com o CD Estava Faltando Você.
Nilze também cantou e tocou no espetáculo O samba é minha nobreza, produzido por Hermínio Bello de Carvalho, e no show Lembranças cariocas, que resultou em um CD produzido por Lefê de Almeida, além de contribuir musicalmente para o teatro, em De Getúlio a Getúlio: A história de um mito, de Sérgio Britto, Soppa de letra, de Pedro Paulo Rangel e O homem, a mulher e a aposta, de Maria Helena Kühner.
A cantora também participou da gravação dos DVDs Gafieira, de Zeca Pagodinho, Cidade do Samba, ao lado de Dona Ivone Lara, e Nei Lopes, com o ilustre sambista.
Sambista já consagrada, contribuiu com grandes nomes da música popular brasileira e internacional, como Dona Ivone Lara, Alcione, Zeca Pagodinho, Zélia Duncan, Jair Rodrigues, Zé da Velha e Silvério Pontes, Mart’nália, Olívia Hime, Sadao Watanabe, Stephano Bollani e tantos outros.
Nilze Carvalho é cantora e cavaquinista com o grupo Sururu na Roda! Corra e olhe o céu Cartola

NEI LOPES Dia 17 de setembro, quinta-feira, 18h45m Entrada Franca
Nei Lopes, compositor, cantor notabilizou- se como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira.
Sambista, compositor popular, ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas.
Atua como compositor desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como Guinga, Zé Renato e Fátima Guedes.

MOACYR LUZ Dia 24 de setembro, quinta-feira, 18h45 Entrada Franca
Compositor. Violonista. Cantor. Seu avô foi clarinetista da Banda do Corpo de Bombeiros. Iniciou seus estudos de violão aos 15 anos de idade, com os professores Carlos e Hélio Delmiro. Freqüentou, também, as aulas na Pró-Arte.
Em 1979, teve gravada, pela primeira vez, uma canção de sua autoria: "Eu me descubro", pela cantora Lana Bittencourt. Apresentou-se em shows ao lado de João Nogueira (projeto "Seis e meia"), Luiz Carlos da Vila (Projeto Pixinguinha) , Élton Medeiros (projeto "Antenas do Ipiranga"), Aldir Blanc, Fátima Guedes, Jards Macalé, Zé Renato, Guinga, Walter Alfaiate, Luís Eça, Alaíde Costa e Aldir Blanc.
Em 1988, lançou o LP "Moacyr Luz 1988", contendo as primeiras canções de sua parceria com Aldir Blanc. O disco contou com a participação de Raphael Rabello, Sivuca e Hélio Delmiro.
Em 1995, gravou o CD "Vitória da ilusão", no qual apresenta uma fusão de ritmos, juntando as Pastoras da Portela, o Baticum (grupo de percussão carioca) e um quarteto de cordas, realçando os detalhes da harmonia. Este trabalho reflete 10 anos de sua parceria com Aldir Blanc, destacando-se as canções "Medalha de São Jorge", "Mico preto", "Saudades da Guanabara" e "Flores em vida pra Nélson Sargento". Em 1998, gravou o CD "Mandingueiro" , resgatando a formação clássica das rodas de samba, em que predominam as dobradinhas cavaquinho e violão, bandolim e sete cordas, pandeiro, surdo, cuíca e tamborim.


SERVIÇO

QUASE SETE
Sempre às quintas-feiras às 18h45
Agenda de setembro : Dia 3, ATAULPHO ALVES JUNIOR Dia10, NILZE CARVALHO Dia17, NEI LOPES Dia 24 - MOACYR LUZ
Teatro Gonzaguinha - Rua Bendito Hipólito, 125 - Praça XI - Cento (Metrô Praça XI) TEL:22216213
Entrada Franca em todos os shows
Acesso a cadeirantes
Lotação : 200 pessoas
Faixa Etária Livre